Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

Deixem-me ser!



(Imagem retirada da internet)


Deixem-me mudar...

Libertar-me da vossa corrente,

Fugir da vossa serpente

Que me tenta envenenar,

Com o seu doce veneno

Que, correndo lentamente,

No corpo fatalmente sereno,

Tenta atordoar-lhe a mente...

Uma serpente do tamanho do mundo,

Recheada com negativismo

Que leva a Humanidade ao fundo

Com o seu amargo chauvinismo.


Deixem-me sentir...

Abrir os olhos e ver, além de tudo,

Além deste medo cego e surdo

Que começa, de mansinho, a surgir.

Deixem-me abandonar o discernimento

Desta realidade,

Desta verdade

E libertar-me de todo o julgamento...

 

Deixem-me, negros fantasmas!

Deixem-me, abutres do sofrimento!

Deixem-me, crónicos miasmas!

Deixem-me, vampiros do sentimento!

 

Apenas quero ser...

Deixem-me ser!

Sem explicações,

Sem desculpas,

Sem justificações...

Apenas ser...ser...ser...ser!

 

Não preciso de vocês para ser,

Para gritar liberdade,

Para conhecer a verdade...

Para, em paz, ser...


Não preciso dos vossos medos,

Medos terríveis de ser,

Dos vossos negros receios

Em olhar para dentro do ser...

Porque eu sei, sim eu sei o que encontrar

Sempre que quiser olhar

Para dentro de mim...

Não tenho medo... não tenho razões...

Porque sou, simplesmente, sem explicações.


Mas vocês... Vocês não me deixam ser... Porque querem ser e não conseguem.


Joana Martins
16/07/2007
publicado por LadyArwen às 23:11

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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Bancos ladrões! Assinem a petição!

Os bancos preparam-se para cobrar 1,50 € (300 escudos na moeda antiga), por cada levantamento nas caixas ATM (multibanco). De cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o banco vai almoçar à sua conta. Este "imposto" aumenta exponencialmente os lucros que continuam a subir, na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses.
Este um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e não têm "pais ricos".
Quem quiser, assine (link em baixo) a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas.

 http://www.PetitionOnline.com/bancatms/


publicado por LadyArwen às 11:39

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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Contemplando o conceito de Deus



Embora possam me ajudar, não me contento exclusivamente com a razão, o existencialismo e o materialismo. Não, porque não consigo explicar tudo o que se passa na minha vida e à minha volta. Não, porque a Ciência por si só não responde nem nunca vai responder a tudo (muitas vezes levanta ainda mais questões). Não, porque sinto que há algo mais do que carne e osso, do que matéria, embora, no entanto, não saiba explicar o quê. Logo, acredito em “algo” mais, “algo” maior do que eu, do que nós, do que o visível e palpável. Esse “algo”, podendo ser ou não explicado como energia cósmica, influencia a minha vida de alguma maneira. Não acredito, porém, em qualquer religião que me imponha doutrinas ou num Deus com determinadas características humanizadas. Não é aí que encontrarei as minhas respostas.

 

Como surgiu o Universo? Como surgiram os astros? Alguém sabe explicar tudo apenas com uma teoria simplista como a do “Big Bang”? E o que existe para lá do Universo? O Universo é finito ou infinito? Quantas dimensões existem, se cada dia que passa os cientistas descobrem mais uma? Podemos manipular o espaço e o tempo, se está provado que não são constantes arbitrárias? Enquanto não houver resposta para isto, não poderei ser materialista. Nunca. Porque existe uma força que nos une, uma força que esteve na base da origem de tudo. Uma força desconhecida.

 

Passando a coisas mais terrenas, sinto e passo por coisas que indicam que há "algo" mais:

- Intuições, uma voz interior que me avisa, que pressente, que me aconselha.

- Sonhos premonitórios, daqueles onde vejo clarinho o que vai acontecer dias ou meses depois.

- Ter a sensação de reconhecer uma pessoa que vejo pela primeira vez e falar com ela como se já a conhecesse bem.

- Gostar ou não gostar de alguém, mesmo que tenha ou não tido problemas com essa pessoa.

- Luzes que piscam ou apagam, interferências electrónicas quando me aproximo.

- O porquê de gostar tanto dum lugar onde nunca estive e sentir saudades de lá ir.

- O porquê de me identificar com ou detestar civilizações do passado, como se tivesse vivido na sua época.

- Os mistérios da evolução da vida na Terra, as extinções em massa, as mutações.

- Os mistérios da História, os grandes monumentos, desaparecimentos e artefactos curiosos.

- Observar alguém sobreviver a uma doença graças ao “espírito” e poder da mente sobre o corpo.

- Saber que há zonas do meu cérebro que não sei bem para que servem.

- Observar coisas pelo canto do olho que tento explicar como sendo imaginação, mas que voltam a aparecer.

- Sentir aqueles arrepios na espinha sem explicação.

- Instintivamente, criar, "ter jeito", saber fazer coisas que nunca me ensinaram.

- Saber que quando estou calma e optimista, as coisas correm bem.

- Saber que quando estou com raiva e pessimista, as coisas correm mal.

- Sentir que nada acontece por acaso e deixar de acreditar em coincidências.

 

Consigo definir esse “algo” como Deus? Não sei. Porque o nome "Deus" normalmente está associado a uma religião, e esse não corresponde ao que sinto. Mas se Deus engloba a energia que nos envolve e que nos ultrapassa, a energia com a qual ainda não conseguimos nos sintonizar, sim. Defino o “algo” como Deus, ou como a Natureza, ou como Energia apenas.

 

Só sei que sei que nada sei... E as respostas só irão surgir quando eu menos as procurar, fora de quaisquer amarras criadas pela sociedade, por doutrinas, por ideais, por qualquer religião ou crença. A Ciência ajuda a compreendê-las. As respostas estão dentro de mim e vão emergir quando estiver em paz, serena e com a mente livre, nas simples coisas da vida.

publicado por LadyArwen às 21:58

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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

És um adulto Índigo?

Eu fiz o teste (está em inglês)... o resultado foi 98,48%. Se é possível definir um Índigo por um simples teste, então sou porque identifico-me com quase tudo o que lá está. Penso que este método é demasiado simplista. Mais para a frente, falarei sobre os Índigo aqui no meu blog. Aqui fica o link:

Teste para saber se és um Índigo

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publicado por LadyArwen às 18:32

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Uma reflexão sobre a blogosfera

A blogosfera é um autêntico mundo virtual, onde cada um cria o seu blog e escreve sobre o que quiser. Onde geram-se discussões sobre variados temas, onde grupos de pessoas em busca do mesmo objectivo unem-se e formam uma rede, onde outros preferem colocar à disposição as suas reflexões sem esperar grandes debates. Até aqui tudo bem. Mas como em tudo, não há bela sem senão.

A liberdade “virtual” permite a que muitos cibernautas escondam-se por detrás de identidades falsas, alguns para protecção ou por não quererem se expôr (o que é perfeitamente aceitável), mas também permite a que muitos cibernautas utilizem o anonimato ou pseudónimos para propositadamente provocar, criar boatos, dizer mentiras, insultar, etc., desviando a discussão e levando a reacções que muitas vezes acabam alimentando o propósito do anónimo. Liberdade sim, mas com responsabilidade, senão invade o espaço das outras pessoas e deixa de ser liberdade...

Há quem defenda o direito ao anonimato. Ok, não tenho nada contra o anonimato, desde que não seja utilizado para os fins enunciados antes. Por isso, considero natural "filtrar" os comentários. Este mundo virtual não é mais do que o espelho do mundo real, porque por detrás de cada pseudónimo e anónimo está uma pessoa de carne e osso, que utiliza esta protecção para dizer realmente o que lhe vai na cabeça, coisa que muitas vezes não faria pessoalmente por falta de coragem.

Infelizmente, e tal como no mundo real, os tiques de cada sociedade mantêm-se. Infelizmente, por estarem entranhados, com raízes bem grandes, na sociedade portuguesa “o escárnio e o mal-dizer”, nem sempre na blogosfera existe bom-senso, respeito mútuo e uma real liberdade de expressão. Porque se no mundo real esta faceta negativa é visível, na blogosfera ainda é mais.

Sinceramente, não sei o que é pior. Se a hipocrisia e a tendência de “falar pelas costas”, se a “falsa frontalidade” por detrás de pseudónimos e anonimatos. Nem quero perder tempo a avaliar isto. Penso que ainda não chegamos a um patamar onde todas as pessoas consigam acarretar a responsabilidade pelos seus actos. Penso que ainda não chegamos a um patamar onde a sinceridade, a frontalidade e a decência sejam valorizadas. Infelizmente, ainda vale a superficialidade, o julgar uma pessoa que não se conhece, o fazer juízo de valores. Não julgo conhecer uma pessoa por aquilo que escreve, apenas conheço algumas das suas ideias – e estas mudam ao longo da vida. Por isso, não quero que julguem que me conhecem pelas minhas reflexões, pela minha foto/avatar, ou sequer pelo meu nome/nick.

Limito-me a colocar aqui as minhas reflexões sobre o que considero importante, o que pode interessar a alguns. A palavra, escrita ou falada, tem muito poder e mesmo não ambicionando nada, não querendo despoletar polémicas ou incentivar acesos debates, sei que alguém vai ler o que penso e vai reflectir. Mesmo que seja apenas uma pessoa, sei que vai acontecer. 

A blogosfera é a blogosfera. O mundo real é diferente. Muito mais estimulante e enriquecedor para aqueles que são verdadeiros. A liberdade real é muito mais verdadeira do que a liberdade virtual. O respeito deve ser igualmente praticado no mundo real e no mundo virtual. Por isso, termino com uma frase que gosto muito e que já coloquei noutro post:

 

"A minha liberdade termina onde a do outro começa. "

NOTA: Quem quiser pode ouvir algumas das minhas músicas preferidas neste blog (ver leitor no topo da página). Aos poucos vou adicionar mais músicas.

publicado por LadyArwen às 15:13

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Terça-feira, 3 de Julho de 2007

O que é a realidade?



Alguma vez pararam para pensar no que é a realidade? Será que tudo é apenas o que vemos, o que tocamos e o que sentimos? Ou será tudo ilusão?

 

Nunca vos aconteceu pensar muito numa coisa e isso acontecer? Ou mesmo enfrentar um problema com negativismo e as coisas piorarem, ou enfrentar outro problema com optimismo e as coisas melhorarem? Porque será que isto acontece? É bom acreditar em algo, será possível que o nosso pensamento altere a realidade?

 

Penso que a realidade não depende apenas de nós, mas em grande parte somos responsáveis por ela. Devemos a todo o custo evitar interferências que bloqueiem ainda mais a nossa mente, já tão camuflada pela consciência que é apenas a ponta do iceberg. Quando falo em interferências, falo em limitações, em tentar encontrar provas, explicações lógicas para tudo, em acreditar numa religião ao ponto de rejeitar tudo o que não faça parte da mesma.

 

Criamos a nossa própria realidade, quando pensamos que isto é real e aquilo não é, quando achamos que isto é possível e aquilo não é, quando achamo-nos incapazes disto ou daquilo ou capazes de alguma proeza. Só depois de acreditarmos, conseguimos agir com confiança e alterar a realidade. Estamos a reagir àquilo em que acreditamos.

 

O mundo está sempre a mudar, e cada vez mais rápido. Por tabela, a nossa mente tem que acompanhar essas mudanças, de preferência tornar-se mais aberta. Vai chegar a uma altura em que o nosso cérebro não vai conseguir explicar todas as informações que recebe, entrando em colapso. O que devemos fazer?

 

A criatividade ajuda a libertar a mente, seja sob que forma for, porque quando criamos não estamos a analisar, não estamos presos a quaisquer limites. Estamos simplesmente a libertar os nossos impulsos sob a forma de ideias ou de arte.

 

A resposta para a melhor forma de evoluir será encontrada dentro de cada um de nós, mas o princípio deverá ser “deixar andar”, tentar receber a informação sem analisar tudo, filtrar o que não interessa do que realmente é importante, reagir apenas quando a voz interior nos diz que devemos, deixar que as respostas venham até nós naturalmente, seja através da intuição, de visões, de sonhos ou de factos concretos. Acreditar de forma libertadora, para que possamos ir mais longe, fazer mais e melhor e olhar para o que nos rodeia sem limitações, descobrindo coisas novas em cada local por onde passamos, novas perspectivas.

 

O mundo não é apenas o que vemos. Quanto mais conhecemos as nossas origens e daquilo que somos feitos, sabemos que a nossa visão adultera a verdade. E a lei da causa-efeito acompanha as nossas crenças e acções, pois tudo o que fazemos aos outros, tudo o que dizemos e pensamos, vai vir de volta para nós. Por isso, para libertar a mente, temos também que nos libertar de preconceitos e julgamentos, sabendo que a nossa liberdade termina onde a do outro começa.


Link interessante: What the bleep do we know?

publicado por LadyArwen às 22:13

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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

A importância de saber viver...



Dizia Guerdjef: “Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal”.

Assim dizendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os “experts” em comportamento que quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade.

Aqui estão as 20 regras de saber viver:

  1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando as suas atitudes.
  2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpad@ ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
  3. Planeie seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
  4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você fica exaust@.
  5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua actuação, a não ser você mesm@.
  6. Abra mão de ser @ responsável pelo prazer de todos. Você não é a fonte dos desejos, @ eterno mestre de cerimônias.
  7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
  8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porquê são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
  9. Tente descobrir o prazer de factos quotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem porém achar que é o máximo a se conseguir na vida.
  10. Evite envolver-se na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a acção.
  11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
  12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, o travão do movimento e da busca.
  13. É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente pelo menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
  14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância subtil de uma saída discreta.
  15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram de bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
  16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é óptimo… para quem quer ficar esgotad@ e perder o melhor.
  17. A rigidez é boa na pedra, não nos humanos. A el@s cabe firmeza, o que é muito diferente.
  18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais do que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
  19. Não abandone as suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
  20. Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer.

(GUERDJEF)

 

*Tese do pensador russo chamado GUERDJEF, que no início do século passado já falava em autoconhecimento e na importância de saber viver

publicado por LadyArwen às 20:44

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