Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Auto-estima: hoje és um gatinho ou um leão?



Hoje apetece-me falar daquela "hidra", bicho de sete cabeças que é a auto-estima. Apetece-me porque, como acontece com todas as pessoas, ela não é estável. Ninguém é capaz de ter sempre uma auto-estima "impecável".

Mas afinal de contas, o que é ter auto-estima? É sentir-se seguro, gostar de si, ter confiança em si próprio, confiança nas suas capacidades, amar a si próprio. Tudo isto é verdade... Mas se assim é, porque sempre que se fala em auto-estima é no sentido de melhorar a baixa auto-estima? Porque nunca oiço falar da auto-estima na positiva?...

E todos têm problemas com a auto-estima. Sim, têm, numa altura ou outra da sua vida, no seu dia-a-dia. Até mesmo aqueles que parecem tão confiantes e seguros de si duvidam de si às vezes, talvez até mais frequentemente do que quem não manifesta a sua confiança pessoal. Por vezes, o exibicionismo serve como fachada, como defesa, como máscara.

Se repararmos, somos incentivados a ter problemas de auto-estima, em todos os campos da nossa vida. Se as mulheres não tivessem tantos problemas de auto-estima, como é que as empresas de cosméticos "milagrosos" ou de produtos para emagrecer "rápido" teriam sucesso? Porque não se aceita na sociedade que somos todos diferentes, e não podemos ter as mesmas medidas, aparentar a mesma idade ou ter o mesmo dinheiro? Se não se promovesse a concorrência, a comparação, os estereótipos, como é que muitas indústrias prevaleciam, como o vestuário, que tenta impôr tamanhos ridículos a jovens adolescentes? Pois é... Nada passa dum jogo, duma teia complicada.

Só que esse jogo tem consequências graves. Leva todos os dias pessoas, mulheres e homens, à anorexia e bulimia, ao suicídio, à depressão. Tudo com um denominador comum: a baixa auto-estima, não gostar de si, não se sentir capaz, não querer continuar. E por mais que tentemos fugir, por mais que não "caiamos" na teia social, somos afectados indirectamente e directamente por estes factores, por imagens, por sons, por gestos, por palavras, por ideiais de beleza impossíveis, pela "perfeição" que não existe, pela ambição. E quem gostar de nós, gostará incondicionalmente e aceitará quem somos, ajudando-nos a ultrapassar os maus momentos. Nunca tentará nos mudar.

Basta estarmos num dia "mau", num dia em que sentimos que não devíamos ter saído da cama, e ouvirmos uma palavra menos gentil e sofremos, somos abalados. Basta sentirmo-nos "inchados e feios" por alguma razão e ouvirmos alguém próximo elogiar outra pessoa para ficarmos de rastos. Basta nos esforçarmos em alguma coisa e, em vez de ouvirmos uma apreciação sobre o que fizemos, ouvirmos críticas sobre o que não fizemos. Basta uma palavra, um pensamento, um gesto, para nos fazer duvidar... Quanto não estamos em paz connosco próprios.

Pois é, por mais que queiramos ser independentes, dependemos do contacto social com os outros... E não devíamos depender tanto. Porque é tudo uma questão de perspectiva. Perspectiva que pode levar-nos a sentir miseráveis, ou aprender a lidar com os nossos defeitos - porque ninguém é perfeito, não podemos fazer tudo bem e não existem ideais de beleza ou doutra coisa qualquer. E ninguém pertence a ninguém...

Se olharmos para tudo o que nos acontece com desconfiança, com negativismo... estaremos a caminhar para uma auto-estima vazia, reduzida, baixa. Se pelo contrário, reagirmos aos buracos da estrada com positivismo ou, pelo menos, com a sensação de que vai melhorar, de que é passageiro... estaremos a caminhar para a paz interior.

Qual a fórmula mágica? Não sei... Ainda não descobri. Mas sei que se não pensar no que correu menos bem, no que tenho de menos bom, os medos, as inseguranças, até aqueles comportamentos nefastos, meus e de outras pessoas, enfraquecem - a lei da causa-efeito. E um dia irão desaparecer... E nada melhor do que fazer algo do que gostamos, ter um tempo só para nós, respirar ar puro, relaxar. Porque o equilíbrio dita a auto-estima, a auto-estima está no equilíbrio pessoal e espiritual.

A paz interior exterioriza uma auto-estima forte e natural, sem necessidade de exibicionismo. O positivismo e a meditação são as chaves.
publicado por LadyArwen às 21:59

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1 comentário:
De Erica viana Calmon a 7 de Dezembro de 2009 às 13:16
Olá Lady ,
referente ao que você diz do portal 11:11, desde de Março de 2008 após o parto do meu segundo filho uma menina Sofia, comecei a ver insistentemente não só o 11:11 mas os pares das horas, no inicio fiquei curiosa para entender o motivo, mas além de não ter uma explicação lógica, aquilo passou a me incomodar por tanta insistência. Não bastando passei a ver também placas de carros com números em pares é como você disse, os meus olhos vão automaticamente na direção. Tudo ficou tão frequente e comum que passei a pensar que poderia ser mera coincidência ou coisa da minha cabeça até tomar conhecimento que o mesmo estava acontecendo com outras pessoas. Quero muito compreender isto melhor.
Beijos... Érica Viana

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