Terça-feira, 3 de Julho de 2007

O que é a realidade?



Alguma vez pararam para pensar no que é a realidade? Será que tudo é apenas o que vemos, o que tocamos e o que sentimos? Ou será tudo ilusão?

 

Nunca vos aconteceu pensar muito numa coisa e isso acontecer? Ou mesmo enfrentar um problema com negativismo e as coisas piorarem, ou enfrentar outro problema com optimismo e as coisas melhorarem? Porque será que isto acontece? É bom acreditar em algo, será possível que o nosso pensamento altere a realidade?

 

Penso que a realidade não depende apenas de nós, mas em grande parte somos responsáveis por ela. Devemos a todo o custo evitar interferências que bloqueiem ainda mais a nossa mente, já tão camuflada pela consciência que é apenas a ponta do iceberg. Quando falo em interferências, falo em limitações, em tentar encontrar provas, explicações lógicas para tudo, em acreditar numa religião ao ponto de rejeitar tudo o que não faça parte da mesma.

 

Criamos a nossa própria realidade, quando pensamos que isto é real e aquilo não é, quando achamos que isto é possível e aquilo não é, quando achamo-nos incapazes disto ou daquilo ou capazes de alguma proeza. Só depois de acreditarmos, conseguimos agir com confiança e alterar a realidade. Estamos a reagir àquilo em que acreditamos.

 

O mundo está sempre a mudar, e cada vez mais rápido. Por tabela, a nossa mente tem que acompanhar essas mudanças, de preferência tornar-se mais aberta. Vai chegar a uma altura em que o nosso cérebro não vai conseguir explicar todas as informações que recebe, entrando em colapso. O que devemos fazer?

 

A criatividade ajuda a libertar a mente, seja sob que forma for, porque quando criamos não estamos a analisar, não estamos presos a quaisquer limites. Estamos simplesmente a libertar os nossos impulsos sob a forma de ideias ou de arte.

 

A resposta para a melhor forma de evoluir será encontrada dentro de cada um de nós, mas o princípio deverá ser “deixar andar”, tentar receber a informação sem analisar tudo, filtrar o que não interessa do que realmente é importante, reagir apenas quando a voz interior nos diz que devemos, deixar que as respostas venham até nós naturalmente, seja através da intuição, de visões, de sonhos ou de factos concretos. Acreditar de forma libertadora, para que possamos ir mais longe, fazer mais e melhor e olhar para o que nos rodeia sem limitações, descobrindo coisas novas em cada local por onde passamos, novas perspectivas.

 

O mundo não é apenas o que vemos. Quanto mais conhecemos as nossas origens e daquilo que somos feitos, sabemos que a nossa visão adultera a verdade. E a lei da causa-efeito acompanha as nossas crenças e acções, pois tudo o que fazemos aos outros, tudo o que dizemos e pensamos, vai vir de volta para nós. Por isso, para libertar a mente, temos também que nos libertar de preconceitos e julgamentos, sabendo que a nossa liberdade termina onde a do outro começa.


Link interessante: What the bleep do we know?

publicado por LadyArwen às 22:13

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5 comentários:
De Lusófona a 4 de Julho de 2007 às 09:42
Olá Joana!

Que maravilha de texto!! Eu também penso assim, somos responsáveis por tudo o que nos acontece, atraimos acontecimentos bons ou ruins. Tudo depende dos nossos pensamentos, de nossas atitudes, do nosso eu....

Não sei se você VIU o filme QUEM SOMOS NÓS, aborda coisas muito interessantes. Eu tenho a transcrição se você quiser posso enviar por e-mail.

Beijinhos e obrigada pela visita :)
De LadyArwen a 4 de Julho de 2007 às 10:55
Olá! Sim, vi o filme, muito interessante, recomendo vivamente! No meu post coloquei um link sobre esse documentário. Obrigado pela visita :).beijinhos
De mairim a 4 de Julho de 2007 às 14:28
venho retribuir a tua visita mas gostei muito do teu post bjks
De Sancho Gomes a 4 de Julho de 2007 às 22:00
Oi Joana,

antes de mais deixa-me que elogie a foto. É tua?

Quanto ao post... Em alguma fase da nossa vida, já nos olhámos ao espelho e não reconhecemos a refracção. Este sentimento absurdo de que somos estrangeiros em nós mesmos.
Sei que gostas de esoterismo (sinceramente não é a minha praia), mas aconselhar-te-ia a ler Camus e partir daí para o estudo mais aprofundado do existencialismo. Porque a reflexão existencialista parte exactamente das questões que te colocas. Aliás, das questões que todos nós nos colocamos. A resposta pode ser filosófica, não precisa de ser esotérica. Mas como muito bem dizes, não podemos ser pretensiosos ao ponto de não reconhecermos que o nosso conhecimento da realidade é sempre extremamente limitado. Venha ele de onde vier.

Cumprimentos,

Sancho Gomes
De LadyArwen a 5 de Julho de 2007 às 11:43
Olá Sancho!

Sim, a foto é minha. Foi uma criação digital num momento de inspiração repentino lol.

Sim, gosto de esoterismo, mas também de filosofia. Penso que as respostas podem ser encontradas em diversas áreas, não gosto muito de dogmatismos ou de ser adepto de uma determinada ciência sem olhar ao resto. Penso que todas as áreas devem funcionar em conjunto e que umas devem complementar as outras, tal como a ciência move-se para explicar questões levantadas pelo esoterismo, fazendo novas descobertas, a filosofia deve servir para uma reflexão generalizada sobre a vida.

O existencialismo, pelo pouco que conheço, nega a existência de Deus e coloca de lado os conceitos abstractos, centrando-se na existência humana, a essência precede a existência. Obrigado pela sugestão, irei pesquisar e ler mais sobre Camus, de certeza que encontrarei lá algumas respostas.

Penso que o esoterismo ainda é pouco compreendido, pelo menos o que eu chamo de "verdadeiro" esoterismo, sem charlatanices. Na minha opinião, o esoterismo e a filosofia podem e devem andar "de mãos dadas" e um sem o outro não pode subsistir. Eis um tema interessante para mais uma reflexão :).

Obrigado pelo teu comentário.

Cumprimentos e carpe diem

Joana

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