Rapariga suicida-se na China...

... Aparentemente uma notícia quase "comum" nos dias de hoje. Infelizmente, são muitos os que põem termo à vida por esse mundo fora... Mas o que me impressionou foi o que poderá ter sido a "gota d'água" deste acto de puro desespero.
A rapariga tinha 16 anos. Não comia há um dia inteiro. Entrou numa padaria e roubou um pão (de valor equivalente a 19 cêntimos). Foi apanhada... e humilhada pelo padeiro perante todos durante mais de uma hora... Foi para casa e suicidou-se.
Que mágoas trazia consigo esta rapariga chinesa para chegar a este ponto? Que possibilidades tinha ela num país como a China onde as mulheres são discriminadas e maltratadas diariamente? O que é que a agarrava à vida senão a tentativa de sobreviver num mundo cruel?... Este caso não é único nem raro no mundo. E leva-me a questionar.
Que mundo é este em que vivemos, onde se desperdiçam toneladas de comida diariamente, onde os patrões obrigam os empregados a deitar fora comida do dia que não foi vendida (como fazem muitos estabelecimentos que conheço) em vez de matar a fome a quem precisa?
Que mundo é este em que os "ideais de beleza" levam raparigas e rapazes a recusar a comida e a morrer à fome, e onde há quem tenha que roubar para comer e sobreviver?
Que mundo é este onde a riqueza está cada vez mais concentrada em alguns e em que os pobres são cada vez mais? E onde os direitos humanos, das mulheres e das crianças não são respeitados?
Que mundo é este onde diariamente morrem muitos homens, mulheres e crianças à fome, onde milhões correm o risco de morrer à fome e onde outros milhares morrem por complicações de comer em demasia?
Que mundo é este onde se avalia as capacidades duma pessoa pela raça, pelo sexo, pela religião (ou ausência desta), pela aparência, pelo nível económico e pelo país a que pertence?...
O mundo não é apenas a Europa e os EUA. Os países não são "bons e maus" pois em todos os países existem "bons e maus". Assim como os muçulmanos não são todos terroristas fundamentalistas, muitos cristãos não são benevolentes e muitos judeus são ainda mais fundamentalistas. E nos países de "3º Mundo" existem pessoas tão capazes como nos do "1º Mundo", apenas não têm acesso aos mesmos meios, graças ao Capitalismo, às guerras e às desigualdades sociais.
O mundo não é apenas o que vemos na TV. O mundo é muito mais do que isso e devemos tentar encontrar respostas pelas nossas próprias mãos.
QUE FUTURO TEREMOS SE NÃO ENCONTRARMOS UMA MANEIRA DE VIVER EM HARMONIA E EQUILÍBRIO?